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Cesária

O tipo mais comum de cirurgia grande porte é a cesariana abdominal ou também chamada cesárea. E uma técnica cirúrgica que consiste num corte feito na pele acima da linha dos pêlos pubianos, abrindo-se a parede abdominal, e depois a parede uterina. A incisão da pele e do útero podem ser transversais ou longitudinais, a mais utilizada atualmente é a transversal, porém em alguns casos especiais pode ser necessária a incisão longitudinal tanto no útero como na pele.

A maioria das cesarianas é realizada porque o trabalho de parto está progredindo muito lentamente. Dentre outras indicações temos também o sofrimento fetal agudo, as desproporções entre o tamanho do feto e da bacia óssea materna e as gestações de alto risco.

É feita incisão sobre a pele e abertos sucessivamente o tecido subcutâneo, a aponeurose dos músculos reto abdominais, separados os músculos na linha média, aberto o peritônio parietal, o peritônio visceral e a parede uterina. O próximo tempo é a extração do feto, seguida da retirada da placenta e revisão da cavidade uterina. São então suturados os planos anteriormente incisados.

A origem do termo “cesariana” é controversa. Refere-se freqüentemente que o imperador romano Caio Julio Cesar tenha nascido através dessa prática cirúrgica. No entanto, isso é improvável, já que a prática da cesariana até o final do século XIX levava invariavelmente à morte materna e sabe-se que a mãe de César teve outros filhos depois de Júlio. É mais provável que o termo tenha se originado da palavra latina “caedere”, que significa cortar. Poderá estar também relacionada com a lei romana Lex Caesarea, que impedia que gestantes mortas fossem enterradas, antes de tentar salvar o feto pela intervenção. O Brasil apresenta uma das taxas de cesárea mais elevadas do mundo, algo entre 40 e 45%. São vários os motivos dessa taxa elevada, porém o principal talvez seja a comodidade tanto da mãe, quanto dos médicos, que muitas vezes não estão preparados para um parto normal, e marcam o dia e horário para o nascimento. As mulheres também optam pela cirurgia, por medo da dor, já que na cesariana, não se sente nada, devido à anestesia.

A cesárea é uma cirurgia extremamente importante para beneficiar a mãe e o bebê. Quando existe algum problema em que o parto normal não é possível, ou pode causar problemas, a cesárea é salvadora.

Atualmente a cesárea é extremamente segura e a recuperação é relativamente fácil, porém como toda cirurgia tem riscos. Pode ocorrer infecção, hematoma, hérnia, lesão de bexiga ou outros órgãos entre outras complicações. Estas complicações são raras, porém podem ser graves.

O problema maior não é na primeira cesárea, mas sim da segunda em diante. Quanto mais cesáreas, maior as chances de complicações, além disso, mulheres que já sofreram cesáreas(s) podem ter problemas com a placentação nas gestações seguintes. A placentação é a fixação da placenta no útero, quando o útero tem cicatriz(es) de cesárea(s) anterior(es), a placenta pode infiltrar-se demais no útero, inclusive perfurando-o e atingindo a bexiga ou outros órgãos e isto pode ser bastante difícil de solucionar, acrescentando um grande risco para a mãe.

Em resumo, a cesárea com um motivo médico pode ser salvadora, a cesárea por opção é perfeitamente aceitável, porém se você pretende ter 3 ou mais filhos, talvez não seja a melhor via de parto para você.

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